Talvez alguns não compreendam postagens pessoais em um blog político-eleitoral. Mas gostaria de compartilhar com todos uma conquista pessoal minha que muito me alegra, e que poderei utilizá-la na qualificação da minha militância política: sou agora um estudante do mestrado acadêmico de Serviço Social e Políticas Sociais da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
Apesar de considerar que não tenho facilidade com o aprendizado, por ter sede de aprender sempre tive apreço aos estudos. Quando fazia o Ensino Médio tinha várias dúvidas em que faculdade seguir, justamente porque gosto de me apropriar de vários campos do conhecimento. Passei pela Tecnologia em Processamento de Dados da FATEC e pelo Técnico em Turismo da ETEc, sem completar estes cursos, até cursar Geografia na UFSC de Florianópolis. Com o canudo nas mãos de volta a Santos, eu tinha consciência das lacunas que o meu curso não tinha preenchido; cursei vários cursos de extensão, especializações, e li por minha conta; quando as possibilidades se esgotaram, resolvi prestar o ENEM para entrar na graduação de Serviço Social na UNIFESP de Santos. Na época eu era servidor federal da área da Educação, mas nunca tinha tido experiência como professor na Educação Básica regular, e consorciava meu trabalho com o novo curso universitário. Passei a ter conhecimento de novas discussões, novos autores.
Vi que necessitava agora de experiência em sala de aula, não mais como facilitador em cursos de extensão universitária ou cursos livres enquanto professor de esperanto, mas lecionar Geografia na Educação Básica mesmo. Prestei concursos, fui aprovado, larguei meu posto de servidor técnico-administrativo em educação e passei a dar aulas na rede pública, o que foi para mim uma experiência à parte.
Com o lançamento do mestrado acadêmico em Serviço Social e Políticas Sociais na UNIFESP, me veio a oportunidade de participar de sua seleção: ainda não sou graduado em Serviço Social, mas tenho a minha graduação em Geografia. Como eu, um neófito na área, inseguro, ainda estagiário, poderia disputar uma das 20 vagas com um público inscrito de centenas de pessoas, entre eles profissionais especialistas e com anos de carreira? Minha pergunta conclusiva foi "Por que não?", e fiz minha inscrição. Fui passando em cada fase. Com a diminuição da concorrência da seleção e a tarefa do trabalho eleitoral pelo partido, passei a me dedicar a somente estas duas tarefas.
Hoje posso gritar aos plenos pulmões que consegui. Agradeço ao meus camaradas do PCB pela tolerância ao meu recuo momentâneo, desfalcando-os, assim como aos meus pais pela paciência e por terem me apoiado na decisão de uma nova mudança. Tenho consciência de que esta minha conquista se deu porque, a despeito da minha falta de planejamento anterior, sou de certa maneira um privilegiado e pude ter condições de estudos que a maioria das pessoas, inclusive muitos que foram meus alunos, não têm. É por isso mesmo que questiono a meritocracia e o "esforço próprio" tão clamados pelos neoliberais.
E para os que demonizam nós comunistas, os que dizem que somos comunistas porque não somos esforçados... este texto é a minha resposta! Agora vou é dar trabalho na campanha!!!
Com o lançamento do mestrado acadêmico em Serviço Social e Políticas Sociais na UNIFESP, me veio a oportunidade de participar de sua seleção: ainda não sou graduado em Serviço Social, mas tenho a minha graduação em Geografia. Como eu, um neófito na área, inseguro, ainda estagiário, poderia disputar uma das 20 vagas com um público inscrito de centenas de pessoas, entre eles profissionais especialistas e com anos de carreira? Minha pergunta conclusiva foi "Por que não?", e fiz minha inscrição. Fui passando em cada fase. Com a diminuição da concorrência da seleção e a tarefa do trabalho eleitoral pelo partido, passei a me dedicar a somente estas duas tarefas.
Hoje posso gritar aos plenos pulmões que consegui. Agradeço ao meus camaradas do PCB pela tolerância ao meu recuo momentâneo, desfalcando-os, assim como aos meus pais pela paciência e por terem me apoiado na decisão de uma nova mudança. Tenho consciência de que esta minha conquista se deu porque, a despeito da minha falta de planejamento anterior, sou de certa maneira um privilegiado e pude ter condições de estudos que a maioria das pessoas, inclusive muitos que foram meus alunos, não têm. É por isso mesmo que questiono a meritocracia e o "esforço próprio" tão clamados pelos neoliberais.
E para os que demonizam nós comunistas, os que dizem que somos comunistas porque não somos esforçados... este texto é a minha resposta! Agora vou é dar trabalho na campanha!!!

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