Central de Boatos

  1. Mais um político que quer arrumar a vida com a remuneração de vereador?
    R.: Negativo! O Prof. Felipe Queiroz é um militante do PCB desde 2011, sendo filiado cartorialmente a partir de 2013, e que recebeu a incumbência de representar um projeto coletivo para a cidade de Santos materializada em uma candidatura a vereador, pautada na verdade e não no marketing. Não houve qualquer projeto pessoal nesse sentido, e entre nossas propostas está justamente a diminuição da remuneração de vereador por entendermos que ela é um desparate.

  2. Mas políticos não são todos iguais?
    R.: Não, nem mesmo os políticos mais carreiristas, lacaios da burguesia, e personalistas, são iguais. Talvez a pergunta tenha algum sentido caso questione se os políticos entram na política partidária para se dar bem na vida: Aí, sim, não se pode falar de todos, mas um sistema eleitoral altamente mercantilizado, no qual para vencer deve fazer concessões com os mais poderosos, cujos cargos em disputa possuem uma remuneração bem mais alta que a média demandando uma carga de trabalho bem abaixo da média; numa sociedade onde o desemprego é estrutural, onde a exploração é óbvia, e que causa a impressão que só os desleais se dão bem, é compreensível muitos entrem na política partidária apenas olhando para o próprio umbigo.
    Nós do PCB questionamos este tipo de sociedade - por isto somos comunistas! - e defendemos não só uma profunda reforma política mas uma profunda mudança de valores que abale as estruturas desta sociedade, ou seja, um processo revolucionário.

  3. Qual a diferença entre o PCB e outros partidos?
    R.: A quase totalidade dos partidos aqui no Brasil brigam entre si para ver quais são os melhores gestores do capitalismo a frente de um estado. Alguns, em vão, procuram "humanizar" o capitalismo, ou seja, atenuar suas expressões mais nefastas. Nós abertamente dizemos que desde meados da segunda metade dos anos 1800 o capitalismo cumpriu sua função, devendo ser trocado por um outro sistema econômico, o qual julgamos ser o comunismo, uma sociedade sem estado que poderá ser implantada somente após uma transição socialista. Contudo, este processo revolucionário não se dá por decreto, mas sim pela vontade do povo.

  4. Mas o PCB não está ou esteve em escândalos de corrupção?
    R.: Em mais de 94 anos de existência, o PCB nunca esteve em qualquer escândalo de corrupção. Pelo contrário, os mandatos que o PCB conseguiu efetivar foram marcados por favorecer as camadas mais subalternas da sociedade; além disso, muito do trabalho feito pelo PCB, sobretudo dentro da esfera cultural, foi feito fora do âmbito institucional. Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Pagu, Graciliano Ramos, Jorge Amado, Oscar Niemeyer e Cândido Portinari são alguns exemplos de valorosos comunistas que estiveram no PCB. Outro expoente que, apesar de não ser brasileiro nem ter vivido no Brasil, mas pode ser facilmente conhecido por nós é José Saramago, escritor português de vários prêmios literários e entusiasta do Partido Comunista Português (PCP).

  5. Odeio o comunismo! Já tivemos comunismo no Brasil desde 2003 com a chegada do Lula, e não quero mais!
    R.: O Lula nunca foi comunista, nem o PT o é. Apesar de o PT ter abarcado um contingente considerável de socialistas e comunistas nas décadas de 1970 e 1980, enquanto o PCB e todo o movimento comunista mundial encontrava-se em crise, o PT sempre foi um partido eclético que aceitava várias correntes de esquerda (esquerda católica, sindicalistas "de resultado", pragmáticos que possuíam alguma intuição de esquerda, etc). De dentro do PT, com o avançar de sua "direitização" paulatina, muitas organizações saíram do PT dando origem a vários setores do PSOL, o PSTU, etc.
    Antes mesmo de Lula assumir seu primeiro mandato, ele leu sua célebre "Carta aos Brasileiros", que poderia ser muito bem chamada de "Carta aos Banqueiros", a fim de tranquilizar o capital de que não faria as mudanças necessárias para o povo, e que seguiria a uma política econômica parecida com a do Fernando Henrique Cardoso (PSDB), tendo inclusive indicado um banqueiro tucano para o Banco Central. Mais tarde, atuou imperialistamente no Haiti, privilegiou o ensino superior privado em detrimento do público, entre outras medidas.
    Isso pode ser tudo, menos comunismo. Não é sequer um governo minimamente progressista de acordo com o programa eleitoral de 2002, o qual o PCB apoiou. Depois de muito lutar dentro deste governo, e só observar cada vez mais concessões com os mais poderosos e tudo o que há de podre na política, o PCB rompeu com o Governo Lula no início de 2005, sendo acusado de "sectário". Porém, meses depois surgiu o chamado escândalo do "mensalão", em 2005.

  6. Mas o PCB não esteve no Governo Dilma?
    R.: Não, o PCB nunca esteve no Governo Dilma, e nunca participou de qualquer campanha ou coligação com Dilma. Quem esteve nos dois governos do Lula e nos dois governos da Dilma foi o PCdoB, e que foi bastante conhecido por defender acriticamente várias medidas antipovo dos governos petistas.

  7. Qual a diferença entre o PCB e o PCdoB?
    R.: O PCdoB, um partido que foi uma dissidência do PCB em 1962, e que hoje é um partido sem ideologia como qualquer partido burguês: aliás, não tem o pudor de defender acriticamente ou relativizar qualquer medida antipovo dos governos petistas como o financiamento público da educação privada, o leilão do pré-sal, as alianças com o PMDB e o PP, a dita "lei antiterrorismo", etc. Outra prática bastante frequente do PCdoB é aproveitar-se da nossa atual baixa inserção na classe trabalhadora brasileira para falar em nosso nome ou mesmo roubar nossa história: chegam a dizer, na maior cara de pau, que vários militantes nossos (mesmo os pós-1962 e que nunca foram deles) foram do PCdoB, como Luiz Carlos Prestes, Carlos Marighella, entre outros.
    Expor isso não trata de revanchismo de nossa parte. Não só respeitamos os valorosos comunistas de 1962, como gostaríamos que o PCdoB se depurasse do que é hoje para voltar a ser um partido valoroso.

  8. Não vi nenhuma notícia de um mandato do PCB fazendo algo notável, então não tenho motivo para votar em vocês!
    R.: Desde 1992 não possuímos qualquer militante eleito como deputado, prefeito, senador, governador ou presidente. Possuímos apenas poucas vereanças e algumas vice-prefeituras. Em 2012 elegemos quatro vereadores no Brasil inteiro.
    No caso de Santos, em 2002 chegamos a ter um vereador até o ano de 2004, o qual era suplente de uma vereadora petista. que contraiu câncer e veio a falecer. Em 2008 lançamos nosso atual secretário político Hamilton Moreira como candidato a vereador numa coligação com o PSOL, o qual era um partido novo. Em 2012 optamos por não lançar nenhum candidato. Em 2016, mais fortalecidos, resolvemos voltar para o cenário eleitoral para desnudá-lo ao máximo de acordo com nossos princípios.

  9. Se as ideias de vocês são tão boas, por quê o PCB é um partido tão pequeno depois de uma história tão longa?
    R.: Temos orgulho de toda a história do PCB. Louvamos os acertos e assumimos seus equívocos. Cerca de dois terços de nossa história se deu na ilegalidade, não devido a crimes de corrupção ou algo parecido, mas pelo simples fato de questionarmos o capitalismo. Durante o regime militar, apesar de o PCB não ter participado da guerrilha, os principais quadros do PCB foram do mesmo jeito "desaparecidos". Em outra via, ocorreram muitas infiltrações de agentes da ditadura e do imperialismo dos Estados Unidos no partido, minando-o por dentro, provocando inclusive o barateamento ideológico do PCB. Estes dois motivos, junto com a conjuntura internacional desfavorável (o fim da URSS, a queda do Muro de Berlim, e o período especial cubano) foram os principais motivos que fizeram com que o PCB fosse quase liquidado em 1992. Atualmente fizemos a acertada decisão de ser um partido que faz recrutamento, e não filiação, crescendo de maneira mais lenta porém com mais qualidade que outros partidos que distribuem fichas de filiação.

  10. Ué, mas o comunismo não é uma doutrina sanguinária que derramou sangue por onde passou?
    R.: Os comunistas foram responsáveis não só por alavancar socialmente e até economicamente muitos países que adotaram o socialismo real, com todos os limites deste, como também por movimentos de libertação em vários países da África e pela aquisição do "bem estar social" por parte dos trabalhadores de países capitalistas centrais (sobretudo europeus). A despeito dos desvios autoritários e erros no tocante a política econômica de alguns dirigentes de experiências socialistas, o que se observa cientificamente na historiografia é que estes foram exceção, e não regra. No mais, também houve e há autoritarismos no regime capitalista. Nossa intenção enquanto militantes não é transpor modelos acriticamente de qualquer localidade para a nossa, pois isto seria uma burrice! Mas não, não negamos nenhuma experiência socialista e, em tempo: não, nazismo não é socialismo.

  11. Mas os comunistas são apegados a teorias antigas que não tem mais nada a ver com o mundo contemporâneo e moderno!
    R.: Karl Marx criou sua teoria social baseada no materialismo histórico-dialético da filosofia alemã, as teorias do valor-trabalho e da mais-valia da economia política inglesa, e na teoria da luta de classes dos socialistas utópicos franceses. Aliás, os principais autores da economia política inglesa foram justamente Adam Smith e David Ricardo, expoentes do liberalismo. Marx e Engels estudaram e leram inclusive seus contrários, e suas teorias foram e são complementadas ou atualizadas, sem perder seus fundamentos e princípios, por vários outros teóricos de países diferentes em vários campos do saber, permanecendo bastante atual. Mas não precisam acreditar em nós, comece duvidando: LEIA!

  12. Quais são as contribuições dos comunistas no Brasil e no mundo?
    R.: Libertação de países africanos como Angola, Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau; luta contra o apartheid na África do Sul; a transformação da Rússia, outrora um país pobre e semi-feudal, na segunda potência mundial em poucas décadas; erradicação do analfabetismo em Cuba, transformando-a em uma tecnoilha científica apesar de suas dificuldades econômicas; criação do 13º salário no Brasil... estas são algumas das contribuições fáceis de serem constatadas 

  13. Podem me dar exemplos de alguns comunistas famosos?
    R.: José Saramago, Jorge Amado, Graciliano Ramos, Cândido Portinari, Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Patrícia Galvão podem servir de um parco exemplo só de falantes do português e que contribuíram com a cultura brasileira.

  14. É possível um partido revolucionário participar das eleições burguesas, ou isto é contraditório?
    R.: Não é contraditório, desde que esteja claro o horizonte revolucionário e não o cretinismo eleitoral. Lenin, marxista soviético e grande estrategista, já dizia que os revolucionários devem participar de todos os espaços políticos que forem possíveis. E aqui estamos, sem ilusões eleitorais, sem alianças oportunistas e coligações matemágicas.

  15. Por quê vocês lançam candidaturas nas eleições?
    R.: Em resumo, é na época das eleições que os trabalhadores mais discutem política. Participamos das eleições sem barganhar princípios ou tempo de TV, mas é ainda assim no corpo a corpo da campanha que podemos ter nossas ideias mais conhecidas e driblar o anticomunismo implantado pela guerra de contrainformações que a grande mídia promove. É claro que ficaremos felizes caso consigamos um cargo eletivo, mas esta não é nossa prioridade pois nossa atuação política não é pautada no calendário eleitoral ou na política institucionalizada pelo terno e gravata.

  16. Mas se ganhar uma eleição sem "entrar na dança" dos financiamentos e da corrupção é bem difícil, por qual motivo o PCB se dedica a uma eleição? Já entrou nos esquemas, ou é trouxa para jogar dinheiro fora?
    R.: Nem uma coisa, nem outra. Uma campanha eleitoral bem feita, mesmo com todos os limites orçamentários, pode causar um bom resultado se considerarmos a divulgação das ideias do partido, o que provoca o recrutamento de militantes, e portanto uma potencialização futura nas ações políticas de fato: o movimento de trabalhadores, o de moradia, o de moradores, o de mulheres, o negro, o LGBT, entre outros. Futuramente, destes movimentos poderão ser derivados alguns cargos eletivos, os quais também potencialização as lutas (vide nossos princípios e propostas). Mas para que isto aconteça, não poderemos abrir mão de nossos princípios, portanto não aceitamos dinheiro do patronato e de governos, não fazemos coligações com partidos da ordem (os "mais do mesmo").

  17. Mas então como funciona a campanha do Prof. Felipe Queiroz?
    R.: Nossa campanha é financiada pelo próprio partido (que por sua vez é autofinanciado por seus militantes conforme normas estatutárias), além de outros trabalhadores que assim quiserem fazê-lo, todos pessoas físicas. Privilegiaremos os recursos da internet, e nosso material físico de papel será distribuído por meio de uma divulgação seletiva.

  18. Como funcionará um mandato comunista do PCB em Santos? Já sei, o Prof. Felipe Queiroz vai embolsar a grana da remuneração e vai se esquecer de todos os princípios...
    R.: Conforme estatuto, o mandato de um comunista do PCB não é do candidato, mas sim do Partido. O mandato servirá para potencializar as lutas sociais existentes e iniciarmos outras contra todas as injustiças do poderio econômico. Um vereador do PCB, inclusive estatutariamente, tem a obrigação da fidelidade partidária, subordinando sua ação pública e parlamentar aos princípios doutrinários e programáticos e às diretrizes estabelecidas pelos organismos e instâncias partidárias, e no caso de desligamento do partido perde automaticamente o mandato público ao qual foi eleito. Uma destas diretrizes é inclusive parte da remuneração do vereador para que o partido tenha "gorduras" para poder tocar diversas lutas.
    Mas, completando, um mandato de um vereador do PCB levará em conta a existência de classes sociais para que, mesmo dentro do capitalismo, lute por melhorias para os trabalhadores e sirva de tribuna de denúncia de medidas da Prefeitura e do resto da Câmara que prejudique a maioria dos munícipes. 

  19. Então estou convencido a entrar na campanha! Vou levar o quê de vantagem?
    R.: Além da possibilidade de eleger alguém de um partido que não esteve envolvido em casos de corrupção e que possui propostas que vão à raiz dos problemas, você contribuirá com a qualificação da discussão política na cidade frente ao mar de "mais do mesmo" que existe. Nenhuma pessoa que faz campanha, nem mesmo o candidato, é remunerada: todos estão fazendo a campanha por um ideal.

  20. Estou convencido do programa de vocês, e em 2020 eu também serei candidato pelo PCB! Onde preencho a ficha de filiação?
    R.: O PCB não é um partido de filiados, mas sim um partido de militantes. Todos os nossos novos militantes recrutados militam principalmente no local de trabalho, de estudo, e de moradia. Depois de um tempo, pode ocorrer - se o coletivo do partido achar conveniente, assim como o próprio militante - que o militante seja filiado para cumprir uma tarefa eleitoral, que é uma tarefa como qualquer outra no PCB. Não filiamos quem não milita! E no PCB, militante que não tem registro na Justiça Eleitoral goza de todos os direitos e deveres que qualquer filiado ao partido, com a exceção de candidatar-se na política institucional. Portanto, se quer militar de verdade, no cotidiano, estamos de braços abertos para que nos conheçamos. Porém, se você está procurando uma simples sigla para tentar um projeto de vida enquanto "político", por favor não nos procure. 

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